Mulheres e direitos
Neusa Cadore destaca luta pelo voto feminino e defende mais mulheres nos espaços de poder
Autora da lei que instituiu o Dia Estadual da Mulher na Política na Bahia, deputada reafirma compromisso com a igualdade e a participação feminina

A luta das mulheres pelo direito de votar e participar das decisões políticas é lembrada simbolicamente neste 3 de novembro. A ocasião reforça a importância de valorizar essa trajetória e enfrentar as barreiras que ainda limitam a presença feminina nos espaços de poder.
Para a deputada estadual Neusa Cadore, autora da lei que instituiu o Dia Estadual da Mulher na Política na Bahia, honrar essa história exige compromisso permanente com a igualdade de direitos.
“Nosso direito de votar carrega a história de muitas mulheres que enfrentaram preconceitos e abriram caminhos. Honrar essa conquista é seguir lutando para que mais mulheres possam participar, disputar eleições e exercer seus mandatos com respeito, segurança e liberdade”, afirma Neusa.
Duas datas, uma história de luta
O 3 de novembro tem caráter simbólico e educativo. É uma oportunidade para lembrar a mobilização pelo voto feminino e discutir os desafios da participação política das mulheres.
Já o marco legal nacional é 24 de fevereiro de 1932, quando o Decreto nº 21.076 instituiu o Código Eleitoral e reconheceu o direito das mulheres ao voto no Brasil. Por essa razão, o Dia da Conquista do Voto Feminino é celebrado oficialmente em 24 de fevereiro.
As duas datas cumprem papéis diferentes: novembro propõe a reflexão e a valorização dessa trajetória; fevereiro assinala o reconhecimento legal nacional. A distinção ajuda a preservar a memória histórica e compreender que a ampliação dos direitos políticos foi um processo marcado por lutas e desigualdades.


Lei de Neusa fortalece essa memória na Bahia
Na Bahia, o 24 de fevereiro também é o Dia Estadual da Mulher na Política, instituído pela Lei Estadual nº 14.458, de 1º de fevereiro de 2022, originada do Projeto de Lei nº 24.114/2021, de autoria de Neusa Cadore.
A iniciativa incentiva a participação feminina na atividade política e a presença de mais mulheres nos espaços de poder e decisão. Ao adotar a mesma data do reconhecimento nacional do voto feminino, a legislação baiana conecta a memória dessa conquista aos desafios da representação política.
Participação e igualdade
O acesso às urnas representou um avanço fundamental. A construção da igualdade política também exige condições para que as mulheres sejam candidatas, ocupem cargos de decisão e exerçam sua atuação pública sem discriminação ou violência.
“Queremos mais mulheres nos lugares onde as decisões são tomadas. Mulheres com voz, autonomia e condições de transformar a realidade das suas comunidades. Esse compromisso faz parte da nossa caminhada e do trabalho do Mandato da Gente”, destaca a deputada.
A lembrança deste 3 de novembro reafirma, assim, uma defesa que permanece atual: garantir às mulheres o direito de votar, decidir e transformar.
Referências históricas
ALBA — Projeto de Neusa Cadore e Lei Estadual nº 14.458/2022 ↗
TSE — História do voto feminino ↗
Portal FGV — O caráter simbólico e educativo de 3 de novembro ↗
